Expectativas para o Mercado imobiliário em 2026: comprar ou aguardar a queda dos juros?
A expectativa de redução da taxa Selic ao longo de 2026 tem alimentado debates no mercado imobiliário e entre potenciais compradores de imóveis, especialmente quanto à conveniência de postergar a aquisição da casa própria em busca de condições de financiamento mais favoráveis.
Especialistas do setor, contudo, indicam que a estratégia de aguardar a queda dos juros pode gerar efeitos adversos, uma vez que a redução do custo do crédito tende a estimular a demanda e pressionar a valorização dos imóveis, neutralizando eventuais ganhos obtidos com taxas menores. Atualmente, as taxas médias de financiamento imobiliário situam-se em torno de 11,29% ao ano, acrescidas da Taxa Referencial, o que resulta em custo efetivo aproximado de 13,26% ao ano.
Na avaliação de analistas financeiros, uma alternativa mais eficiente consiste na contratação imediata do financiamento, com posterior renegociação ou portabilidade do crédito quando o ciclo de queda dos juros se consolidar. Ainda que o repasse das reduções da Selic ao mercado de crédito seja relativamente ágil, especialmente em operações de curto prazo, contratos imobiliários de longo prazo tendem a incorporar expectativas futuras de risco econômico, o que pode retardar a diminuição efetiva das taxas.
Para aquisições de imóveis na planta, o foco deve recair sobre o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que corrige o saldo devedor junto às construtoras e apresenta tendência de permanecer acima da inflação, elevando o custo final do investimento. Sob a ótica econômica e jurídica, a tomada de decisão exige análise criteriosa do custo total da operação, da capacidade financeira do adquirente e das perspectivas de renegociação futura, em um ambiente de transição do ciclo monetário.
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