Mercado Imobiliário 2026: Perspectivas de Crescimento e Impactos da Queda da Selic
O mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 com um cenário promissor, impulsionado por uma base sólida de crescimento em 2025 e a expectativa de queda na taxa de juros. A Selic, que se manteve elevada ao longo de 2025, surpreendeu analistas ao não impedir um crescimento expressivo nas vendas de imóveis, com cerca de 423 mil unidades vendidas em 12 meses até meados de 2025. A expectativa para 2026 é que a redução gradual da Selic reative a demanda reprimida, especialmente da classe média, com cada ponto percentual de queda na taxa básica potencialmente adicionando 160 mil novas famílias ao mercado de financiamento imobiliário.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança projeta um crescimento aproximado de 16% no volume de crédito imobiliário em 2026, com avanço tanto das operações via poupança quanto das estruturadas pelo mercado de capitais. As concessões de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) devem crescer cerca de 15%, enquanto os financiamentos com FGTS, voltados à habitação social, devem aumentar em torno de 5%. Operações com recursos livres, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), estão projetadas para expandir até 66%. O aumento do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões também deve beneficiar a classe média.
No plano estrutural, programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, continuam a desempenhar um papel crucial, estimulando a construção e a demanda por imóveis de interesse social, além de influenciar positivamente o emprego e a cadeia produtiva da construção civil. A intenção de compra de imóveis permanece forte entre diferentes gerações, com destaque para os consumidores mais jovens, apesar das preocupações com inflação e custo de vida.
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