GPA minimiza contestações e confia na aprovação judicial de plano de recuperação
O GPA, grupo responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar, declarou que as contestações ao seu plano de recuperação extrajudicial são mínimas e sem base legal ou factual. O prazo para adesão ao plano e apresentação de impugnações encerrou-se em 13 de julho, com o plano já contando com o apoio de credores que representam 57,49% dos créditos sujeitos, superando a maioria legal exigida. Ao final do processo, 98% dos créditos elegíveis manifestaram-se, com 88,4% optando pela “Opção A”, que prevê a injeção de novos recursos na companhia. Credores do mercado de capitais, como as gestoras AZ Quest, SPX e Legacy, e fundos estruturados por XP e Itaú Asset, participaram dessa escolha. Apenas seis impugnações foram apresentadas, representando uma pequena fração do total de créditos sujeitos.
As questões levantadas nas impugnações já foram levadas ao Poder Judiciário, especificamente à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo. O Ministério Público se posicionou contra as alegações, afirmando a regularidade das operações da companhia e a ausência de indícios de fraude, simulação ou favorecimento indevido de credores. As solicitações baseadas nessas alegações foram rejeitadas em primeira e segunda instâncias, em caráter liminar. O Juízo da recuperação extrajudicial indicou que o mérito será analisado durante o exame das impugnações e no processo de homologação.
O GPA assegurou que responderá formalmente às impugnações dentro do prazo legal e expressou confiança na rejeição dos pedidos e na homologação do plano pela Justiça. A empresa mantém seu compromisso com a transparência e a legalidade do processo, reforçando que as contestações não têm impacto significativo no andamento do plano de recuperação. A expectativa é que a Justiça confirme a validade do plano, permitindo que a companhia continue suas operações e implemente as medidas necessárias para sua recuperação financeira.
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